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Gente e Coisas da Cidade
Foto: Divulgação

Gente e Coisas da Cidade

As transformações de Santos nos últimos

03 de junho de 2020 Última atualização: 11:09
Por Da Redação

Lydia Federici morreu num 02 de junho, como ontem, em 1994. Tinha 75 anos. Esportista, ainda adolescente começou a desabrochar o lado cronista. Mulher madura, por 30 anos Lydia Federici garimpou e lapidou personagens e detalhes de Santos numa crônica diária no centenário jornal A Tribuna: “Gente e Coisas da Cidade”.

Lydia tanto podia desvendar o mistério do porquê a Rua Pindorama se apresentar a mais limpa da cidade, como descobrir que um velho professor aposentado, Antônio Passos Sobrinho, estava naquele dia da década de 60 completando 84 anos. Gente e coisas…

Nos últimos 26 anos, esse universo passou mais despercebido, por falta de um olhar atento e sensível como o dela.

De 94, ano do Plano Real e da morte de Ayrton Senna, para cá, muita coisa mudou. A tecnologia transformou transportes, comunicações, vida doméstica. A cidade também mudou. Verticalizado, o cenário urbano santista se tornou mais cosmopolita e impessoal, ainda que sem perder um certo quê provinciano.

A cidade? Não. As cidades. A vida de Santos se emaranhou com a de São Vicente, Guarujá, Cubatão e Praia Grande e, numa escala um pouco menos intensa, com a de Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

Se Lydia Federici estivesse viva, certamente teria captado essa transformação. Talvez rebatizasse a crônica diária como “Pessoas e Detalhes das Cidades”.

Tenho vontade de me apropriar desse título adaptado. E tentar, ainda que sem a mesma sensibilidade, sem a mesma capacidade de captação e, principalmente, sem o mesmo talento, tentar dar continuidade a esse trabalho interrompido: o de garimpar e lapidar o pulso das nossas cidades nos seus habitantes e nos seus detalhes.

Mas Paulo, será que você não tem vergonha de ser tão pouco original? Um título tão parecido… Será que não tem medo de dar continuidade a uma coluna tão marcante como Gente e Coisas da Cidade tanto tempo depois?

Não cabe a mim essa avaliação. Cabe a você, leitora / leitor. Pode ser que você nem tivesse nascido ou nem tivesse ainda aprendido a ler em 94. Mas pode garimpar e curtir algumas crônicas da Lydia Federici na internet.

E a partir de amanhã, Pessoas e Detalhes das Cidades, aqui neste espaço. Lydia Federici que me perdoe a ousadia. Mas vale a pena tentar garimpar e lapidar tantos tesouros que estão passando despercebidos.

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